Muitos de nossos cooperados possuem grandes trajetórias em suas atividades. A história de destaque desta vez, é da família Baldo, com três décadas trabalhando na mesma atividade, a avicultura.
Mas como isso é possível? Quais os segredos para perpetuar por tanto tempo?
Em 1984, Clarice e Ivaldino Baldo se casaram, e iniciaram sua família no interior de Descanso, SC. Eles trabalhavam como peão nas propriedades vizinhas e chegaram até se mudar para o Mato Grosso por um curto período de tempo para ter mais renda.
Clarice conta que ao voltarem para SC, a ideia era vender a propriedade, o que não aconteceu. “Não podíamos vender, aqui era e é o nosso lugar. Eu fiquei aqui com as crianças enquanto o Ivaldino voltou para buscar a nossa mudança.”
O gosto pela avicultura aconteceu quando Ivaldino começou a trabalhar cuidando de aviários nas redondezas. Trazendo à tona a vontade de se inserir na atividade, a compra pelo primeiro aviário de 50m foi realizada, por volta de 1994, com o passar do tempo a mesma estrutura foi emendada com mais 50m.
Entretanto, o sustento ainda vinha de outras rendas, entre elas o fumo, produção de leite e alguns trabalhos como peão. Mesmo com tantas atividades, a mão de obra era somente familiar o que com o tempo foi dificultando a conclusão das tarefas.
Na propriedade trabalham Ivaldino e Clarice, e Maicon, filho mais velho com qual se casou com Karine, em 2005, o casal possui duas filhas. O filho mais novo trabalha como caminhoneiro.
Em 2008, a família decidiu parar com cultivo do fumo e focar em apenas duas atividades: leite e aves.
O segundo aviário foi construído em 2018 e partir dali a dedicação foi somente com a avicultura. Mas em 2020, a família passou por uma provação, o último aviário a ser construído foi atingido por um tornado. Destruindo 95% da estrutura, foi necessário refazê-lo e neste momento a família conheceu mais uma vez o papel da colaboração. Pessoas de diferentes comunidades vieram ajudar no momento de crise.
“Tem muitas coisas que a gente não entende, o tornado atingiu somente aquele aviário e mais nada. Depois dele construído novamente, nossos lotes alinharam e começamos a produzir cada vez mais,” conta emocionada Karine.
Dois anos depois o terceiro aviário surgiu. “A construção dos aviários não foram dívidas e sim investimentos. Passamos por alguns apertos, mas isso serviu para nos fortalecer e dar valor ao que nós temos. Estou contente com o que tenho, sempre digo aos meus filhos, o teu nome é só um só, tem que zelar por ele”, afirma Ivaldino.
O futuro da propriedade
A ideia de renovar o primeiro aviário está sendo analisada pela família, mas até o momento todos estão felizes com os resultados. Maicon declara com alegria que, “Ainda bem que o pai quis comprar o aviário aquela vez, porque nas nossas terras são poucas atividades para se trabalhar e ter um bom resultado.”
A escolha pela agricultura para que a sucessão familiar se concretiza não acontece em todas as famílias. Mas na propriedade Baldo, ela ocorreu e segue forte. “No interior as famílias produzem frango, leite, suíno, que é sustento da cidade. Precisamos que alguém de continuidade ao que construímos, me encontro muito feliz pelo Maicon ter decidido ficar.”
A vontade de querer cada vez mais melhores resultados, é compartilhado por todos, especialmente por Karine e Maicon. “É algo que nos deixa motivado a trabalhar, entender o que pode ser feito ajustado em cada lote. Trabalhar com frangos é o que gostamos de fazer.”
“Somos felizes porque o sogro acreditou em nós e ajudou. Não é de uma hora para outra que se constrói um plano para a vida inteira. Isso vai acontecendo, vai levando para o rumo e nós, acredito que fomos para o lado certo”. Declara Karine, certa do papel que os sogros tiveram em suas vidas.
Associado há mais de 40 anos, Ivaldino, manifesta com todas as palavras o significado da cooperativa. “Tudo para nós, se não tivesse a Cooper A1 e a Aurora, o que seria de nós?”



