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SISTEMA CAMPO LIMPO: Cooperativa A1 fortalece a logística reversa de embalagens de agrotóxicos

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Mais de 250 toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos foram recolhidas pelas unidades da cooperativa considerando apenas o intervalo de 2025 a agosto de 2026, contribuindo para a preservação ambiental e para o fortalecimento da economia circular no agronegócio.

Depois que um produto fitossanitário é utilizado na lavoura, começa uma nova etapa de responsabilidade: a devolução correta das embalagens vazias. Por meio do Sistema Campo Limpo, essa embalagem deixa de ser um possível passivo ambiental e passa a fazer parte de um processo estruturado de logística reversa, no qual diferentes elos da cadeia do agronegócio trabalham juntos para garantir sua destinação ambientalmente adequada.

A Cooperativa A1 participa ativamente desse processo, disponibilizando pontos de recebimento e promovendo campanhas para facilitar a devolução das embalagens pelos produtores rurais.

Compromisso que envolve estrutura, logística e investimento -

Para que esse material chegue efetivamente ao seu destino adequado, existe toda uma estrutura necessária de recebimento, armazenamento, organização, transporte e encaminhamento às centrais especializadas.

Nesse processo, a cooperativa assume custos relacionados à logística de transporte das embalagens recebidas em seus postos e nas campanhas itinerantes até as estruturas da AERAOESTE e da ARAMAU, garantindo a continuidade do fluxo de destinação.

Além dos custos logísticos, a cooperativa também mantém investimentos relacionados aos licenciamentos ambientais e à estrutura necessária para a operação dos pontos de recebimento.

Em Santa Catarina, postos de recebimento de embalagens vazias nos municípios de Palmitos, Caibi, Riqueza, Mondaí, Iporã do Oeste, Descanso, Santa Helena, Belmonte, Tunápolis, Cristo Rei e Itapiranga. Essa estrutura permite que os produtores rurais tenham maior facilidade para cumprir sua responsabilidade de devolver as embalagens utilizadas nas propriedades, evitando que esses materiais sejam descartados de maneira inadequada.

Após o recebimento das embalagens de agrotóxicos nas unidades de SC, as embalagens são encaminhadas pela ao posto da AERAOESTE, em Chapecó, associação da qual a cooperativa é sócia. A partir dessa estrutura, os materiais seguem para a Central localizada em Tangará, SC, e desta segue para Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, (INPEV).

No Rio Grande do Sul, o posto de recebimento é no município de Vista Gaúcha. Nas demais filiais que possuem revendas de agrotóxicos, a cooperativa realiza campanhas itinerantes de recolhimento, no mínimo duas vezes ao ano. Essas campanhas são importantes para ampliar o acesso dos produtores ao sistema de devolução, levando o serviço para mais perto das comunidades rurais e facilitando a participação daqueles que estão distantes dos postos fixos.

As embalagens recolhidas no RS durante essas ações são encaminhadas para a Central da ARAMAU, localizada em Seberi, associação da qual a cooperativa também é sócia, seguindo posteriormente para as etapas de destinação previstas pelo Sistema Campo Limpo.

Dessa forma, existe uma verdadeira cadeia de responsabilidade compartilhada:

O produtor rural faz a sua parte ao realizar a devolução correta das embalagens. A Cooperativa A1 faz a sua parte ao receber, estruturar, transportar e encaminhar esses materiais para as entidades responsáveis pela continuidade do processo de destinação.

Mais do que disponibilizar um local para entrega, a Cooper A1 investe recursos financeiros, estrutura e logística para garantir que as embalagens recebidas tenham continuidade dentro do sistema e não permaneçam como passivos ambientais.

Mais de 250 toneladas recolhidas

O compromisso com a logística reversa já apresenta resultados expressivos.

Entre 2025 e agosto de 2026, as unidades da Cooperativa A1 recolheram mais de 250.000 kg de embalagens vazias de agrotóxicos — o equivalente a mais de 250 toneladas de materiais que deixaram de ser descartados de forma inadequada no meio ambiente.

Cada embalagem devolvida corretamente significa um material que pode seguir para o tratamento adequado, reduzindo riscos de contaminação do solo e da água e evitando que resíduos potencialmente perigosos sejam queimados, enterrados ou descartados junto ao lixo comum.

Da propriedade rural para a economia circular

O Sistema Campo Limpo é considerado uma referência mundial em logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas. Segundo o inpEV, desde 2002 já foram destinadas corretamente mais de 750 mil toneladas de embalagens de defensivos agrícolas no Brasil. Atualmente, 100% das embalagens recebidas pelo sistema recebem destinação ambientalmente adequada, sendo aproximadamente 97% encaminhadas para reciclagem e 3% para incineração.

Entre os materiais produzidos a partir das embalagens recicladas estão dutos e tubos para esgoto, conduítes, postes de sinalização, cruzetas para postes de energia, caixas para bateria automotiva, componentes para a indústria e novas embalagens e tampas para defensivos agrícolas, entre outros artefatos homologados pelo sistema.

Um dos exemplos de economia circular é a transformação da resina pós-consumo em novas embalagens destinadas ao próprio setor de defensivos agrícolas, permitindo que o material retorne à cadeia produtiva em vez de ser simplesmente descartado.

Assim, aquilo que poderia representar um passivo ambiental pode voltar ao ciclo produtivo como matéria-prima, reduzindo o consumo de recursos naturais e contribuindo para um modelo de produção mais sustentável.

Cuidar da embalagem também é cuidar da lavoura

A destinação correta das embalagens vazias é uma atitude que vai muito além do cumprimento de uma obrigação. Ela representa cuidado com a propriedade rural, com os trabalhadores, com as comunidades vizinhas e, principalmente, com os recursos naturais.

É a sustentabilidade acontecendo na prática: o que poderia se tornar um problema ambiental passa a fazer parte de um ciclo organizado de responsabilidade, reaproveitamento e transformação.

Cada embalagem devolvida corretamente representa uma escolha responsável. Uma escolha pelo cuidado com o solo, com a água, com as pessoas e com as futuras gerações. Porque um Campo Limpo começa com atitudes simples, realizadas por muitas pessoas, todos os dias — e continua com o compromisso de cada elo da cadeia em fazer a sua parte.

Cleusa Rasch - Engenheira Agrônoma


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